Presidente da OAB garante que impeachment não é golpe e falar isso é ‘ladainha’.

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Se depender da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, a presidente da república Dilma Rousseff estará inelegível pelos próximos oito anos, além de perder seu cargo como líder política do Brasil, é claro. De acordo com o presidente da entidade, Claudio Lamachia, a fala de Dilma, que não para de dizer que seu processo de impedimento é um golpe, acaba sendo uma ofensa às entidades jurídicas do país. Nesta segunda-feira, 28, a OAB entregará um novo pedido de impeachment contra Rousseff. O pedido será protocolado na Câmara dos Deputados e entrará na análise de Eduardo Cunha, que está liderando o movimento para a saída de Dilma.

O novo pedido tem 43 páginas e nele está expresso que além de deixar seu cargo, a presidente merece perder o direito de se eleger nos próximos oito anos. O motivo? O crime de responsabilidade. A Ordem dos Advogados do Brasil ainda enumera outros motivos para que Dilma saia do poder. Esse processo novo só deve ser analisado por Eduardo Cunha após o atual. Hoje acontece a quinta sessão da Câmara sobre outro pedido de impeachment. Dilma tem agora mais cinco sessões (no máximo) para se defender. Ou seja, caso ocorram todas as sessões marcadas, ela tem até o dia 04 de abril para se defender. Já nesta terça-feira, 29, acontece um congresso nacional do PMDB, que decidirá se o partido continua ou não no governo. Ao que tudo indica, a legenda vai mesmo pular do barco.

Claudio Lamachia disse em entrevista à jornalistas que a afirmação, tanto dita por Dilma, que está tendo um golpe em curso, merece ser vista como ofensiva ao principal tribunal do país, o Supremo Tribunal Federal, o STF. O presidente da OAB ainda cutucou Rousseff, dizendo que se o que ela diz é golpe, esse já está regulamentado pelo próprio STF há alguns dias. De acordo com Lamachia, a regulamentação derruba qualquer ladainha dita pela presidente da república ou por seus apoiadores.

No pedido feito pela OAB, novas denúncias são feitas contra Rousseff, como as renúncias fiscais da Copa do Mundo de 2014. Dilma renunciou fiscalmente a Fifa, que pôde lucrar sem ter muitos impostos a pagar.

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