Quebra de sigilo mostra assédio de políticos a executivo da Andrade Gutierrez

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A quebra de sigilo do celular do ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, mostra o assédio de políticos ao executivo, principalmente no período eleitoral. O tesoureiro da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Edinho Silva, é um dos interlocutoress. “Repassei o problema da não contribuição e estão pedindo para você fazer ao menos 10 até amanhã, para não paralisar setores importantes da campanha. Aguardo retorno”, escreveu Edinho. De acordo com a Folha, a Polícia Federal acredita que o numeral se refira a um pedido de R$ 10 milhões de contribuição. Azevedo responde à mensagem perguntando o número da conta de campanha. O ex-presidente da Codemig e conhecido como tesoureiro informal do PSDB-MG, Oswaldo Borges da Costa Filho, pode ter negociado com o executivo recursos para a campanha de Aécio Neves, também à presidência. Em agosto de 2014, Borges insinuou o recebimento de uma doação em mensagens com Azevedo. “Com vc funciona!!!! Rss”, disse. Na ocasião, o ex-presidente da Andrade combinou um encontro com Álvaro de Souza, identificado no telefone como “Tesoureiro Marina – PV”, que também foi membro da equipe financeira de Marina Silva – a acreana concorreu no pleito pela PSB. De acordo com a publicação, também procuraram Azevedo o ex-jogador de vôlei e candidato a deputado federal Giovane Gavio (em 2014); o deputado federal Vicente Cândido (PT), em 2012, para a campanha de José Eduardo Cardozo à Câmara de São Paulo; e o deputado estadual Carlos Neder (PT). Os partidos citados disseram que as doações da Andrade Gutierrez foram legais e estão registradas na Justiça Eleitoral. Edinho Silva, por sua vez, justificou que seu papel era buscar recursos para a campanha e reforçou a legalidade das doações. Aécio Neves, por meio de sua assessoria, reconheceu uma contribuição da empreiteira em 29 de agosto, mesmo dia da conversa entre Oswaldo Borges Costa Filho e Otávio Marques de Azevedo. A Rede, atual partido de Marina Silva, assumiu a realização dos encontros entre Álvaro de Souza e o executivo, além da doação de R$ 1 milhão pela empresa. Souza disse que era voluntário, não tesoureiro. Carlos Neder disse que recebeu uma doação registrada e pediu mais contribuições, que não foram feitas. Vicente Cândida reitera a legalidade dos repasses. Giovane Gavio não foi localizado. A defesa de Azevedo disse que as conversas são conhecidas da Justiça.

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