Shows de reabertura da Concha valorizam memória e vertente da música brasileira

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Para a programação especial do festival de reabertura, a Concha Acústica receberá mais de 10 atrações desta sexta (13) a domingo (15), em uma proposta que visa atender a abrangência da música brasileira, respeitando a história do anfiteatro.  “Primeiro, é uma preocupação com a diversidade de estilos porque a Concha recebe todo tipo de linguagem artística. Então, uma preocupação inicial foi que fosse uma programação diversa e, segundo, que respeitasse a essência conceitual do festival”, conta Elísio Lopes Jr., diretor artístico do festival “Eu Sou A Concha”. O conceito era trazer atrações que remetessem à memória do espaço, como Novos Baianos e Margareth Menezes, e a vertente da música baiana, com artistas que estão divulgando novos trabalhos e apontando novas tendências da música brasileira, a exemplo de Márcia Castro e Ellen Oléria. “A gente sugeriu os encontros a partir desses cruzamentos, algo que os artistas foram consultados o interesse e eles se identificaram nesse exercício. Isso porque nenhum dos conceitos que vai ser apresentado lá é o show de estrada dos artistas, então todos os shows estão sendo montados especialmente pra esse momento. Dentro disso, eles tentam revisitar suas próprias histórias com a Concha e a possibilidade dessas novas parcerias, desses novos encontros”, conta Lopes. O reencontro entre os Novos Baianos, que encerra o festival domingo (15), às 19h, é a única apresentação que não tem convidados anunciados. Nesta sexta (13), a partir das 18h, Maria Bethânia recebe Margareth Menezes; os blocos afros, que apresentam o espetáculo Kindembu contam com a participação do Olodum, além de vários artistas da nova geração – o Ilê Aiyê canta com Dão, o Malê Debalê com Larissa Luz, o Afoxé Filhos de Gandhy com o grupo Tropical Selvagem, Muzenza com Ellen Oléria e o Cortejo Afro canta com Márcia Castro. Já no sábado (14), também às 18h, os encontros são entre Carlinhos Brown e Lazzo e, em seguida, BaianaSystem tem como convidado Ney Matogrosso.

Como não só de música vive a Concha Acústica, as apresentações musicais serão entremeadas por intervenções cênicas do Balé do Teatro Castro Alves. Serão “microespetáculos” de cinco minutos, que vão acontecer em toda a estrutura da Concha, desde as entradas, aos espaços na plateia e camarotes. Além disso, a cada noite, uma performance misteriosa será apresentada entre um concerto e outro. “É uma ação que mistura dança, audiovisual, música e tecnologia”, diz Lopes sem revelar muitos detalhes sobre a apresentação. Dessa forma, o diretor pretende incentivar a maior ocupação do anfiteatro pelas demais expressões artísticas. “Primeiro, é um exercício diferenciado de utilização do espaço da Concha porque é um espaço consagrado pela música e a gente está fazendo o exercício de levar outras linguagens artísticas pra esse espaço, eu acho que essa multiplicidade é o ganho artístico desse festival”, define.

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