Simulações antiterrorismo aprimoram segurança para olimpíadas

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As Polícias Militar, Civil, Técnica e Federal, Corpo de Bombeiros, além do Exército, Marinha e Aeronáutica colocaram em prática, nesta quinta-feira (7), conhecimentos táticos e operacionais de prevenção a atentados terroristas. A Arena Fonte Nova, em Salvador, foi o local escolhido para simulações das forças de segurança do País, que fizeram parte da capacitação policial para grandes eventos, iniciada antes da Copa das Confederações, em 2013.

As atividades contemplaram ambientes de risco, com o objetivo de identificar e corrigir falhas, aprimorando as ações de segurança para os Jogos Olímpicos de 2016, entre os dias 4 e 15 de agosto. “Todas as etapas do treinamento são importantes. Esta é mais uma delas. […] Temos que estar preparados para qualquer tipo de ocorrência”, disse o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Francisco Teles.

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Pela manhã, as simulações contemplaram três cenários – contaminação alimentar, gerência e desarme de explosivos em vestiários, e identificação de homem bomba. As forças de segurança atuaram, mais uma vez, de maneira integrada e garantiram a eficiência das operações.

Segundo o comandante da Companhia Antibomba do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), capitão Érico Carvalho, a Bahia está preparada para manter a segurança nos jogos. “Estamos muito bem equipados. Os grandes eventos que aconteceram aqui no estado deixaram um importante legado. Temos quase três milhões de equipamentos à disposição para neutralizar e combater ameaças”.

Robô antibomba

Nas simulações, um robô antibomba foi utilizado para detectar a existências de agentes químicos, biológicos e radiológicos. Em seguida, um militar vestido com traje especial utilizou Raio X para identificar o que havia dentro de uma maleta colocada no vestiário feminino para parte do treinamento. A capacidade de busca e salvamento das forças de segurança foi testada no gramado do estádio, onde um boneco representou a figura de um homem bomba, na última simulação da manhã.

A explosão do boneco deu início às atividades de resgate das vítimas, interpretadas por atores voluntários. O Corpo de Bombeiros entrou em ação e trabalhou em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no salvamento e suposto encaminhamento dos atingidos ao Hospital Geral do Estado (HGE), unidade de emergência da rede estadual de saúde.

No Pelourinho

A continuação do treinamento ocorreu no turno da tarde, no Pelourinho, onde a Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil atuou como se precisasse prender dois terroristas, interpretados por dois atores. O cenário criado para a atividade prática enquadrou a dupla terrorista como os organizadores dos ataques fictícios da manhã. Quarenta homens encapuzados fecharam as ruas do Centro Histórico de Salvador, enquanto um pequeno grupo invadiu uma casa para concluir a missão.

“Essa ação reforça o caráter de integração das forças de segurança. Enquanto os atentados fictícios aconteceram na Arena Fonte Nova, a Polícia Civil foi acionada para identificar e capturar os mandantes que estavam escondidos longe do local do evento. Esse treinamento é importante para alinharmos as ações”, explicou o diretor da COE, delegado André Viana.

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