TSE nega inclusão de delação da Andrade Gutierrez em ações contra Dilma e Temer

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura negou nesta sexta-feira (22) o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para anexar os acordos de delação premiada dos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez nas ações em que a oposição pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. A empresa é investigada na Operação Lava Jato.

Maria Thereza também rejeitou, na mesma decisão, um pedido formulado pelo PSDB para incluir as provas da investigação da Operação Acarajé, uma das fases da Lava Jato, nas ações. Na quarta-feira (20), a ministra determinou o início da etapa de produção de provas, após unificar quatro ações que pedem a cassação da chapa que venceu as eleições de 2014.

A ministra argumentou que o acordo de delação dos executivos da Andrade Gutierrez ainda está sob segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não pode ser utilizado nas ações. “Entendo que deva-se aguardar que ele [sigilo] seja retirado, como ocorreu com a colaboração premiada de Ricardo Pessoa [dono da empreiteira da UTC] devendo, portanto, se o caso, ser o pedido renovado oportunamente”, disse a ministra na decisão.

Nos depoimentos, executivos da empreiteira teriam afirmado que repassaram propina oriunda de contratos da Petrobras como doação oficial para a campanha da presidente. No entanto, esta tese foi rechaçada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, que atuou como coordenador financeiro da campanha presidencial em 2014.

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