Erenice Guerra operou propinas da campanha de Dilma em 2014, diz Delcídio

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A ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, é acusada de arquitetar “um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina de Belo Monte”, com o objetivo de desviar dinheiro para financiar campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014

A denúncia consta de trecho de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) veiculado pela revista IstoÉ nesta sexta-feira (11). ao menos R$ 45 milhões foram desviados, segundo a acusação.

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Delcídio disse a procuradores envolvidos na investigação que um “triunvirato” composto por Erenice Guerra, seu antecessor na Casa Civil, Antonio Palocci, e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau conseguiu movimentar R$ 25 bilhões por meio de contratos fraudulentos – dos quais cerca de R$ 45 milhões destinados às campanhas.

“A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”, delatou Delcídio, referindo-se à coligação liderada por Dilma nas duas eleições.

O documento com a colaboração premiada está em vias de ser homologado pelo ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

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A reportagem lembra que relatos sobre esquema de corrupção em Belo Monte já foram feitos por outros delatores da Lava Jato, mas que a delação de Delcídio é a primeira com detalhes – como funcionavam as negociatas, qual o destino do dinheiro desviado, nomes dos coordenadores das operações etc.

“A delação feita por Delcídio leva as investigações sobre o propinoduto petista nos setores de energia e de infraestrutura para as antessalas do gabinete presidencial. Desde 2003, Erenice é tida como uma escudeira da presidente Dilma e mesmo após deixar o governo, sob a acusação de favorecer lobistas ligados a seu filho, permanece como uma das poucas interlocutoras de Dilma”, diz trecho da matéria assinada por Débora Bergamasco.

“Complexa e contínua” – descreve a reportagem com base nas declarações do senador à Lava Jato –, a operação para desviar dinheiro público teve início em 2010, no leilão de escolha do consórcio de empreiteiras para construir a usina. As negociatas se desdobraram ao menos até o começo de 2015, em pleno transcurso da Lava Jato.

O texto lembra que, depois de homologada, a delação de Delcídio fica passível de ser anexada, no Tribunal Superior Eleitoral, ao processo movido pelo PSDB contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

A revista lembra ainda que a obra de Belo Monte era uma das prioridades do governo, e que o empreendimento “era acompanhado de perto” pela então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e sua secretária-executiva, Erenice Guerra.

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