PMDB vai avaliar em 30 dias rompimento com o governo

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O PMDB abriu neste sábado (12) a convenção nacional que reconduzirá o vice-presidente da República, Michel Temer, ao comando do partido, em meio a pressões majoritárias para o desembarque do governo Dilma Rousseff.

Oposicionistas do PMDB leram a Carta de Brasília, um manifesto político que condena a crise do governo petista e exige o abandono imediato da aliança.  “Propomos que o PMDB se afaste imediatamente dessa desastrosa condução do país e atue de forma independente no Congresso Nacional. Temos que desembarcar do governo que não nos respeita nem considera”, diz trecho da carta.

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Além da Carta de Brasília, os diretórios e parlamentares oposicionistas propuseram uma moção que exige a “imediata entrega de cargos” em todas as esferas do Executivo federal, sob pena de abertura de processo de expulsão.

A carta tem o apoio de diretórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Acre, Espírito Santo, Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, entre outros.

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O vice-presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), voltou a defender que o partido adote no encontro uma posição de independência em relação ao governo Dilma, inclusive abrindo mão dos cargos que ocupa no Executivo. “Eu defendo a independência em relação ao governo e a entrega dos cargos. Sempre defendi que o PMDB não pode ficar simplesmente ocupando cargos no governo se tem uma candidatura própria à Presidência da República em 2018.”

Raupp também comentou que é prudente esperar 30 dias para o partido tomar uma posição em relação ao governo. “Esses 30 dias são para o PMDB ver os lados da encruzilhada e ver que rumo vai tomar”, afirmou.

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