Justiça argentina proíbe Uber em Buenos Aires

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A juíza portenha Claudia Alvaro determinou o bloqueio preventivo do aplicativo Uber, do site da empresa e das plataformas digitais vinculadas ao serviço na cidade de Buenos Aires, capital argentina.
A medida, segundo a juíza, vale até que a “empresa se adeque às leis da cidade”. Na decisão, a magistrada argumentou que, sem regulamentação, o serviço privado de carro com motorista oferecido pelo aplicativo “constitui uma atividade de risco que põe em perigo a segurança pública por ser desenvolver sem controle nem supervisão do Estado”.
Os usuários do aplicativo, segundo a juíza, “estariam desprotegidos ao contratar um serviço de transporte de passageiros que não está habilitado, cujo motorista não possui licença de condutor profissional e que não tem seguro de acordo com a atividade”. Sem regras definidas, “a empresa Uber não se responsabilizará por danos nem prejuízos relativos ao uso do serviço”, acrescentou a magistrada na medida cautelar.
O Uber foi lançado em Buenos Aires no dia 12 de abril sob protestos de taxistas locais, como ocorreu em outras cidades do mundo. Em resposta à chegada do serviço, os taxistas portenhos interromperam o trânsito na cidade em vários pontos ao longo dos últimos dias e prometem ampliar as manifestações.
Capital
Em Salvador, o serviço tem sido alvo de polêmica. O prefeito ACM Neto (DEM) disse que a cidade não precisa. “Já me manifestei e sou contra o serviço porque passa ao largo de qualquer tipo de regulamentação. (…) Não está regulamentado, então, estão a margem da lei”, afirmou o gestor municipal, ressaltando que a prefeitura vai fiscalizar.
O vereador José Trindade (PSL) acusou o chefe do Palácio Thomé de Souza de ser contra o Uber por “não conseguir extorquir”. “O único motivo pelo qual o prefeito ACM Neto é contra o Uber é porque não consegue extorquir, cobrar pedágio da empresa nem entregar o controle a seus amigos e familiares, como no caso da Estação da Lapa”, afirmou. Um projeto sobre o serviço deve ser votado nos próximos dias na Câmara de Vereadores.
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