A cidade de Feira de Santana, segunda maior da Bahia, registrou 769 casos de diarreia em janeiro de 2026, segundo dados da Vigilância Epidemiológica (Viep). Apesar do número expressivo, o total é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.252 casos.
Ao longo de todo o ano passado, o município somou 9.317 ocorrências da doença, o que mantém o sinal de alerta para cuidados com higiene, alimentação e hidratação, especialmente durante o verão.

Calor, vírus e água contaminada estão entre as causas
Tradicionalmente associada ao consumo de alimentos estragados, principalmente em períodos de altas temperaturas, a diarreia pode ter diversas outras origens.
Segundo o nutricionista da Viep, Lázaro Melo, a doença também pode estar relacionada a infecções virais, como influenza, Covid-19, dengue e outros vírus respiratórios, além da contaminação hídrica.
“Existe uma relação importante entre a diarreia e algumas viroses. A população costuma associar o quadro apenas à alimentação, mas essa não é sempre a causa”, explicou.
Crianças e adultos estão entre os mais afetados
De acordo com o levantamento da Vigilância Epidemiológica, os grupos mais atingidos são:
- Crianças de 1 a 4 anos, principalmente devido ao comportamento típico da idade, como levar objetos à boca;
- Pessoas acima dos 10 anos, com maior incidência ligada ao consumo de água e alimentos fora de casa, muitas vezes sem condições adequadas de preparo e conservação.
Como prevenir a diarreia
A Vigilância Epidemiológica reforça que medidas simples podem reduzir significativamente os riscos. Confira as principais orientações:
- Consumir apenas água tratada, filtrada ou fervida;
- Lavar bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro;
- Higienizar corretamente frutas, verduras e legumes;
- Manter os alimentos refrigerados de forma adequada;
- Evitar consumir alimentos de procedência duvidosa;
- Redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com sintomas gripais ou gastrointestinais.
Quando procurar atendimento médico?
A maioria dos casos é leve e autolimitada, com duração entre um e três dias. O principal cuidado é manter a hidratação constante.







