Morre aos 98 anos, Divaldo Franco, líder espírita e fundador da Mansão do Caminho

Médium dedicou a vida à caridade, educação e assistência social; velório será nesta quarta (14)

Faleceu na noite desta terça-feira (13), em Salvador, o líder espírita Divaldo Franco, aos 98 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele enfrentava desde 2023 uma série de complicações de saúde, incluindo um câncer de bexiga diagnosticado em novembro do ano passado. A informação foi confirmada pela assessoria da Mansão do Caminho, instituição fundada por ele.

Participe do Grupo do Itaberaba Notícias no WhatsApp.

O velório acontece nesta quarta-feira (14), das 9h às 20h, no Ginásio da Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, em Salvador. O enterro será na quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, no bairro Nova Brasília.

Mesmo com o avanço da doença, Divaldo permaneceu lúcido até o fim. Em abril, chegou a concluir o tratamento contra o câncer e entrou em remissão, mas enfrentava dificuldades na absorção de nutrientes e precisou do auxílio de uma sonda para se alimentar.

Uma vida dedicada ao próximo

Nascido em Feira de Santana, no dia 5 de maio de 1927, Divaldo Franco começou sua vida profissional como professor. Sua trajetória como médium e humanitário foi marcada por superações e uma dedicação profunda à educação e assistência social.

Fundou a Mansão do Caminho em Salvador, uma das mais relevantes instituições filantrópicas do país, com mais de 80 mil m², onde funcionam creches, escolas, cursos técnicos, panificadora, centro médico e diversas iniciativas sociais. O local impactou positivamente a vida de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em entrevistas, Divaldo relembrou o início modesto da obra social: “Começamos com uma escola à sombra de uma mangueira. Usamos caixotes de cebola como carteiras escolares. Foi aí que nasceu o ideal de educar”.

Mediunidade desde a infância

Aos 4 anos, começou a relatar visões espirituais, o que causou estranhamento dentro da própria casa. Foi hostilizado pelo pai e irmãos, que interpretavam suas manifestações mediúnicas como perturbações mentais ou influência demoníaca. Na juventude, foi alvo de zombarias na escola e até levado a um psiquiatra, que recomendou tratamento com eletrochoques. Divaldo recusou e fugiu do consultório.

Apesar das dificuldades, persistiu em seu caminho, tornando-se uma das maiores referências do espiritismo no Brasil e no mundo. Escreveu mais de 250 livros, proferiu milhares de palestras em diversos países e angariou reconhecimento internacional por seu trabalho.

Divaldo Franco deixa um legado de amor, caridade, educação e fé, sendo lembrado por milhões como um exemplo de vida dedicada ao bem coletivo.