Ancora 20 anos
Início Geral Pentágono prepara bases militares para passar 90 dias de isolamento; ex-vice-diretor do...

Pentágono prepara bases militares para passar 90 dias de isolamento; ex-vice-diretor do FBI alerta famílias

O Pentágono está preparando as principais bases militares dos Estados Unidos para manter suas operações essenciais por pelo menos 90 dias sem depender de apoio externo. A iniciativa faz parte de uma estratégia para enfrentar cenários de guerra, ataques à infraestrutura e interrupções prolongadas no fornecimento de energia e no funcionamento das cadeias de abastecimento.

A informação foi divulgada pelo portal americano Fox News em 25 de outubro de 2026. O programa, denominado FORTRESS, pretende reduzir a dependência das instalações militares em relação à rede elétrica convencional e a outros serviços essenciais mantidos por estruturas civis. Os detalhes foram repercutidos por veículos internacionais nos dias seguintes.

Participe do Grupo do Itaberaba Notícias no WhatsApp.

A estratégia também inclui a criação de reservas de combustíveis, equipamentos, peças de reposição, medicamentos e outros materiais necessários para manter as operações durante períodos de instabilidade.

Pentágono prepara bases militares para passar 90 dias sem apoio externo; ex-vice-diretor do FBI alerta famílias
Pentágono prepara bases militares para passar 90 dias sem apoio externo; ex-vice-diretor do FBI alerta famílias

Bases militares poderão operar de forma independente

O planejamento prevê o uso de tecnologias como microrredes elétricas, sistemas de armazenamento de energia e pequenos reatores nucleares modulares, além de medidas para garantir o abastecimento de água, combustível e comunicações.

A intenção é evitar que uma eventual interrupção de serviços públicos ou de cadeias de fornecimento comprometa a capacidade operacional das Forças Armadas americanas.

Segundo as informações divulgadas, a exigência de autonomia por 90 dias está em desenvolvimento e sua implementação poderá levar anos. O programa não significa que um conflito de grandes proporções seja considerado iminente, mas demonstra a preocupação das autoridades com os riscos de interrupções prolongadas em infraestruturas essenciais.

Ex-vice-diretor do FBI recomenda que famílias mantenham alimentos em casa

Enquanto o governo americano trabalha na preparação das instalações militares, o ex-vice-diretor do FBI Dan Bongino recomendou que os cidadãos também adotem medidas preventivas dentro de suas próprias residências.

Em declarações divulgadas no fim de outubro, Bongino defendeu que as famílias mantenham suprimentos suficientes para enfrentar pelo menos três dias de interrupção no acesso a serviços e produtos essenciais.

Entre os itens mencionados estão alimentos, água, pilhas, equipamentos para comunicação em emergências e alternativas para lidar com a falta temporária de serviços básicos.

A orientação é que as pessoas não esperem uma situação crítica para começar a se preparar. A manutenção de uma reserva doméstica pode ajudar durante apagões, interrupções no abastecimento de água, eventos climáticos extremos ou dificuldades temporárias de distribuição de mercadorias.

É importante destacar que Bongino foi vice-diretor do FBI, e não diretor da agência. Também não há indicação, nas informações divulgadas, de que a recomendação represente um alerta oficial de que uma guerra esteja prestes a começar.

Por que a preparação também importa no Brasil?

Embora o planejamento americano esteja relacionado principalmente à segurança nacional e à possibilidade de conflitos, a ideia de manter uma reserva doméstica de emergência também faz sentido no Brasil.

O país está sujeito a situações capazes de interromper temporariamente o fornecimento de serviços essenciais. Chuvas intensas, enchentes, deslizamentos, secas, apagões e problemas nas redes de abastecimento podem dificultar o acesso à água potável, à alimentação, aos medicamentos e aos meios de comunicação.

Em algumas circunstâncias, problemas de transporte também podem prejudicar a distribuição de produtos aos supermercados e estabelecimentos comerciais.

As orientações de órgãos brasileiros de Defesa Civil incluem a preparação de kits de emergência com água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos, documentos, lanternas e outros itens necessários para enfrentar situações adversas.

Isso não significa que os brasileiros precisem montar grandes estoques ou que exista uma ameaça imediata de colapso dos serviços públicos. A proposta é adotar medidas simples, proporcionais à realidade de cada família e aos riscos da região onde vive.

O que vale a pena manter em casa?

Uma preparação básica pode começar com uma pequena reserva de itens que a família já utiliza no cotidiano.

Água potável: mantenha água armazenada em recipientes limpos, próprios para esse fim e devidamente fechados. A quantidade deve considerar o número de moradores, a duração da emergência e as necessidades de higiene e alimentação.

Alimentos não perecíveis: arroz, feijão, macarrão, enlatados, biscoitos, leite de longa duração e outros produtos com prazo de validade adequado podem ajudar durante uma interrupção temporária do abastecimento. É importante escolher alimentos que a família realmente consome e verificar se podem ser preparados sem energia elétrica.

Iluminação e comunicação: lanternas, pilhas extras, carregadores portáteis e um rádio a pilhas podem ser úteis durante apagões e falhas nas redes de telefonia ou internet.

Medicamentos e primeiros socorros: mantenha os medicamentos de uso contínuo em quantidade compatível com a prescrição e dentro das condições corretas de armazenamento. Um kit de primeiros socorros também pode ser útil.

Higiene e necessidades especiais: papel higiênico, sabonete, produtos de higiene pessoal, fraldas e itens destinados a crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais domésticos devem fazer parte do planejamento, conforme as necessidades de cada residência.

Dinheiro e documentos: uma pequena reserva em dinheiro, cópias de documentos importantes e uma lista de contatos de emergência podem ajudar caso pagamentos eletrônicos ou serviços digitais fiquem indisponíveis.

A Defesa Civil do Paraná, por exemplo, recomenda água, alimentos não perecíveis, medicamentos, dinheiro, lanternas, rádio, baterias e suprimentos para animais entre os itens de um kit de emergência.

Quanto tempo de autonomia uma família deve buscar?

Uma referência inicial razoável é organizar suprimentos para pelo menos 72 horas, ou três dias, período utilizado em orientações de preparação para emergências de diferentes países e instituições.

Depois de montar essa reserva, cada família pode avaliar se precisa ampliá-la, considerando as condições financeiras, o espaço disponível, os riscos locais e a facilidade de acesso a mercados, farmácias e serviços públicos.

Não é necessário comprar tudo de uma vez. Uma alternativa é adquirir alguns itens extras durante as compras habituais e organizar os produtos por data de validade, consumindo primeiro os mais antigos e repondo o que for utilizado.

A preparação deve evitar desperdícios, compras por impulso e formação de estoques que prejudiquem o acesso de outras pessoas aos produtos.

E se faltar água ou energia elétrica?

A falta de água exige atenção especial porque afeta a hidratação, o preparo de alimentos e a higiene. Ter água potável armazenada corretamente ajuda a reduzir os impactos de uma interrupção temporária.

Se houver dúvidas sobre a qualidade da água fornecida durante uma emergência, a população deve acompanhar as orientações das autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde recomenda medidas específicas para tornar a água segura em determinadas situações, como filtração seguida de desinfecção ou fervura, conforme o caso.

Já durante um apagão, é importante manter a geladeira e o congelador fechados pelo maior tempo possível para preservar a temperatura interna. Alimentos perecíveis que tenham ficado em condições inadequadas podem representar riscos à saúde e devem ser avaliados conforme as orientações sanitárias.

Também é necessário ter cuidado com fontes alternativas de energia. Geradores a combustão, churrasqueiras e equipamentos semelhantes nunca devem ser utilizados dentro de casas ou em locais fechados, devido ao risco de intoxicação por monóxido de carbono.

Preparação não significa viver com medo

O planejamento do Pentágono e as recomendações para famílias mostram duas formas diferentes de lidar com um mesmo problema: a possibilidade de serviços essenciais deixarem de funcionar temporariamente.

No caso das Forças Armadas americanas, a preocupação envolve a continuidade das operações militares durante crises prolongadas. Para as famílias, o objetivo é garantir condições mínimas de alimentação, hidratação, comunicação e segurança enquanto a situação não se normaliza.

No Brasil, medidas preventivas podem ser úteis diante de fenômenos climáticos, apagões, problemas de abastecimento e outras emergências. Manter uma pequena reserva de alimentos e água, preparar um kit básico e conhecer os canais de comunicação da Defesa Civil são atitudes que podem fazer diferença quando o acesso a serviços essenciais é interrompido.

erro: Oi!