O Banco do Brasil anunciou o lançamento de uma nova funcionalidade que permite a brasileiros realizarem pagamentos por Pix diretamente na Argentina. A novidade foi apresentada em março de 2026 e representa o primeiro uso estruturado do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro fora do país.
A solução foi desenvolvida em parceria com o Banco Patagonia, instituição financeira argentina controlada pelo Banco do Brasil, e permite que turistas e brasileiros que estejam no país vizinho paguem compras em estabelecimentos comerciais utilizando o aplicativo bancário que já usam no Brasil.

Como funciona o Pix na Argentina
O funcionamento é semelhante ao uso do Pix no Brasil. O cliente precisa apenas escanear um QR Code exibido pelo comerciante no estabelecimento. Em seguida, o pagamento é confirmado no aplicativo do banco do usuário.
- O valor da compra aparece em reais no aplicativo do cliente.
- O comerciante argentino recebe o pagamento em pesos argentinos.
- A conversão cambial é feita automaticamente pelo Banco do Brasil.
- A operação pode incluir a cobrança de IOF, conforme a legislação brasileira.
Um dos diferenciais é que o serviço não exige que o usuário seja cliente do Banco do Brasil. Qualquer pessoa que utilize Pix em bancos brasileiros pode efetuar pagamentos nos estabelecimentos participantes.
Estratégia de expansão internacional
Segundo o banco, a Argentina foi escolhida como primeiro passo para levar o Pix para fora do Brasil, principalmente pelo grande fluxo de turistas brasileiros no país.
A instituição também estuda expandir o serviço para outros países das Américas, Europa e Ásia, especialmente em regiões com forte presença de brasileiros.
Pix já é o meio de pagamento mais usado no Brasil
Criado pelo Banco Central do Brasil, o Pix se consolidou rapidamente como o principal meio de pagamento do país, com mais de 170 milhões de usuários e suporte de cerca de 900 instituições financeiras.
Especialistas avaliam que a chegada do Pix ao exterior pode facilitar compras de brasileiros em viagens internacionais e fortalecer a integração financeira entre países da América do Sul.









