O preço do gás de cozinha deve aumentar na Bahia a partir de 1º de setembro. De acordo com o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), o reajuste previsto é de 8% e pode representar até R$ 10 a mais no valor do botijão de 13 quilos para o consumidor.
Com a alta, o preço do produto poderá se aproximar de R$ 160 em estabelecimentos que já comercializam o botijão próximo de R$ 150. O valor, no entanto, não será o mesmo em todas as cidades e revendedoras, pois o mercado de combustíveis trabalha com preços livres.

Segundo o sindicato, o reajuste está relacionado ao dissídio coletivo dos trabalhadores do setor. O aumento das despesas com salários e outros custos operacionais poderá ser repassado pelas empresas ao preço final do produto.
Além da mão de obra, o preço do gás vendido ao consumidor inclui custos com transporte, logística, tributos, armazenamento, manutenção das estruturas de distribuição e margem das distribuidoras e revendedoras.
Em levantamento realizado antes do anúncio, o botijão era encontrado por valores entre R$ 117 e R$ 155 em Salvador. Em Feira de Santana, os preços apresentavam uma variação ainda maior. Os dados foram consultados na plataforma Preço da Hora, que reúne informações extraídas de notas fiscais eletrônicas emitidas no estado. Correio
Aumento ocorre após duas reduções
O reajuste previsto para setembro ocorre depois de dois meses consecutivos de redução no valor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) comercializado na Bahia.
Em julho, houve redução de aproximadamente 6,8%, com queda estimada em cerca de R$ 5 no preço do botijão para o consumidor. No mês de agosto, uma nova diminuição, desta vez de 7,1%, representou uma redução calculada entre R$ 3 e R$ 4.
Ao longo de 2026, o preço do gás passou por diversas oscilações no estado. Em janeiro, houve aumento de 2,38%, com impacto de até R$ 5 para o consumidor. Fevereiro registrou redução de 4,199%, enquanto março foi marcado pela estabilidade.
Em abril, o GLP vendido às distribuidoras teve aumento superior a 15%, com impacto estimado de aproximadamente R$ 8 no botijão. Maio registrou nova alta de 4,3%, mas, segundo representantes do setor, o acréscimo não chegou a ser repassado ao consumidor. Em junho, outro reajuste, de 9,59%, representou aproximadamente R$ 8 a mais no preço final. Sindigás
Em Itaberaba e nos demais municípios baianos, o impacto do reajuste dependerá do preço atualmente praticado por cada revendedora, dos custos de entrega e da política comercial do estabelecimento.






