O forró perdeu nesta quinta-feira (2) uma de suas vozes mais conhecidas. Neto Araújo morreu aos 42 anos, encerrando uma trajetória de mais de duas décadas dedicadas à música nordestina. Natural de Pendências, no Rio Grande do Norte, o cantor conquistou fãs em todo o Brasil ao passar por algumas das principais bandas do gênero, como Cavaleiros do Forró, Gatinha Manhosa e, mais recentemente, Collo de Menina.
Nascido em 30 de junho de 1984, Neto demonstrou talento para a música desde a infância. Ainda jovem, participou de festivais e concursos musicais em sua cidade natal, onde começou a construir a carreira que o levaria aos maiores palcos do forró.

A grande oportunidade surgiu em 2004, quando foi convidado pelo empresário Alex Padang para integrar a banda Cavaleiros do Forró. Neto assumiu os vocais após o trágico acidente com o ônibus da banda que vitimou o cantor Inácio Alexandre.
Foi na Cavaleiros do Forró que ele alcançou projeção nacional. Durante sua primeira passagem pelo grupo, participou da gravação do DVD “O Filme”, registrado ao vivo no antigo estádio Machadão, em Natal. Sua voz ficou eternizada em sucessos como “Não Pegue Esse Avião”, “Avisa a Ela” e “Mar de Doçura“, gravada em dueto com a cantora Eliza Clívia, que faleceu em 2017.
Após deixar a Cavaleiros, Neto Araújo seguiu sua trajetória em outras importantes bandas do cenário forrozeiro. Passou por grupos como Casadões do Forró, Cavalo de Aço, Forró Mar de Doçura e Gatinha Manhosa, além de investir em carreira solo.
Em 2019, retornou à Cavaleiros do Forró, revivendo a parceria com a banda que o revelou para o país e reforçando sua ligação com o público.
Seu capítulo mais recente começou em novembro de 2025, quando assumiu os vocais da banda Collo de Menina. Em nota de pesar, o grupo lamentou profundamente a perda do artista e destacou que Neto Araújo deixou “uma marca através do talento, do sorriso e da alegria que levava por onde passava”.
Com uma carreira marcada por grandes interpretações e por sua presença de palco, Neto Araújo deixa um legado importante para o forró e será lembrado como uma das vozes que ajudaram a escrever a história do gênero nas últimas duas décadas.







