Um antigo documento egípcio, datado do século XIII a.C., voltou ao centro das atenções após novas análises arqueológicas levantarem uma hipótese intrigante: a possível existência real dos gigantes citados na Bíblia.
Trata-se de uma cópia do papiro Anastasi I, preservado no British Museum desde 1839, mas que apenas recentemente passou por uma reavaliação detalhada. O texto contém descrições surpreendentes de um povo conhecido como Shosu (ou Shasu), retratado como indivíduos de estatura extraordinária, força incomum e comportamento intimidador.

Antigo texto descreve homens com mais de dois metros
Segundo o documento, alguns integrantes desse grupo atingiam quatro a cinco côvados de altura, o que equivale aproximadamente a dois metros ou mais — um tamanho considerado extremamente elevado para os padrões da Antiguidade.
Além da altura, o papiro descreve esses indivíduos como:
- Donos de “rosto feroz”
- Pessoas que “não atendiam a súplicas”
- Guerreiros temidos em regiões hostis
Essas características chamaram a atenção de historiadores e pesquisadores bíblicos, que identificaram fortes semelhanças com os Nephilim, gigantes mencionados nas Escrituras Sagradas.
Ligação com os gigantes da Bíblia reacende debate histórico
Pesquisadores do Associates for Biblical Research, organização sediada na Pensilvânia (EUA), apontaram paralelos diretos entre a descrição egípcia e os relatos bíblicos sobre os Nephilim, descritos no livro de Gênesis como “os heróis da antiguidade, homens de renome”.
A instituição afirma que o papiro pode representar uma evidência histórica independente da existência desses seres, fortalecendo a tese de que as narrativas bíblicas não seriam apenas simbólicas ou mitológicas.
Segundo os estudiosos, documentos externos à tradição hebraica, como este texto egípcio, reforçam a credibilidade histórica dos relatos antigos.
Papiro Anastasi I: contexto histórico e militar
O papiro Anastasi I tem formato de uma carta escrita durante um período de conflitos, descrevendo terrenos hostis, desafios logísticos e ameaças militares enfrentadas pelos egípcios em suas campanhas.
Os Shasu aparecem como um dos principais obstáculos, sugerindo que sua força, estatura e agressividade representavam um perigo real às tropas.
Historicamente, os Shasu eram considerados grupos nômades da região do Levante, mas o documento traz uma descrição muito além do padrão conhecido.
Gigantes realmente existiram?
A descoberta reacende um antigo debate: gigantes fizeram parte da história humana?
Além da Bíblia, diversas culturas antigas mencionam seres de grande estatura, incluindo:
- Sumérios (Anunnaki)
- Gregos (Titãs e gigantes)
- Nórdicos (Jotuns)
- Povos mesoamericanos
Agora, com um documento egípcio detalhando características físicas semelhantes, cresce o interesse científico e popular sobre o tema.
Comunidade científica reage com cautela
Apesar do entusiasmo, arqueólogos e historiadores tradicionais pedem cautela na interpretação. Segundo eles, termos como “gigantes” podem ter sido figuras simbólicas ou exageros literários, comuns em registros antigos.
Ainda assim, reconhecem que o papiro representa uma evidência valiosa para compreender melhor as culturas, conflitos e percepções físicas da época.







