O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após o agravamento de sua situação financeira. A solicitação foi protocolada na noite de domingo (16 de agosto) na Justiça de São Paulo e envolve a companhia e outras nove empresas do grupo. Os passivos informados no processo somam aproximadamente R$ 17,3 bilhões.
A decisão de recorrer à recuperação judicial foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. Segundo comunicado divulgado ao mercado, a medida foi adotada diante da deterioração das condições econômico-financeiras enfrentadas pelo grupo.
Entre os fatores apontados pela Casas Bahia estão os juros elevados, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros, a pressão sobre o consumo e sobre o capital de giro e a dificuldade para concretizar alternativas de obtenção de recursos que estavam sendo negociadas.
De acordo com as informações apresentadas no processo, cerca de R$ 16,4 bilhões correspondem a créditos quirografários, categoria que reúne obrigações sem garantia específica. Outros aproximadamente R$ 754 milhões são créditos trabalhistas e cerca de R$ 154 milhões envolvem microempresas e empresas de pequeno porte.
O processo foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
Além do Grupo Casas Bahia S.A., foram incluídas no pedido empresas como Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia, Indústria de Móveis Bartira e companhias ligadas às atividades de logística e serviços digitais do grupo. Ao todo, nove subsidiárias acompanham a holding no processo.





