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Trump teria autorizado operação para interceptar e capturar UAPs nos EUA, diz jornalista

Uma afirmação feita pelo jornalista investigativo Ross Coulthart, da NewsNation, voltou a colocar o tema dos objetos voadores não identificados no centro das atenções nos Estados Unidos. Segundo Coulthart, o presidente Donald Trump teria autorizado pessoalmente uma operação para interceptar, derrubar e recuperar Fenômenos Anômalos Não Identificados, conhecidos pela sigla UAP — termo atualmente utilizado pelo governo americano para ocorrências antes chamadas popularmente de OVNIs.

A informação, no entanto, precisa ser tratada com cautela: não existe, até o momento, confirmação pública da Casa Branca ou do Departamento de Guerra de que Trump tenha emitido uma ordem para derrubar UAPs ou recuperar suposta tecnologia de origem não humana. Uma análise publicada pelo veículo americano USA Herald destacou justamente que as alegações sobre a operação em White Sands continuam sem confirmação independente da administração Trump.

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Trump teria autorizado operação para interceptar e capturar UAPs nos EUA, diz jornalista
Trump teria autorizado operação para interceptar e capturar UAPs nos EUA, diz jornalista – Imagem Ilustrativa

De acordo com Coulthart, fontes que teriam conhecimento das ações afirmaram que Trump encarregou o secretário Pete Hegseth de descobrir a natureza desses objetos e tentar recuperá-los. Parte das atividades estaria relacionada à região do White Sands Missile Range, no Novo México, uma extensa área de testes militares dos Estados Unidos.

O relato ganhou ainda mais repercussão porque envolve alegações de que objetos com características consideradas anômalas estariam aparecendo naquela região e que sistemas militares, incluindo tecnologias de energia direcionada, poderiam ter sido empregados para tentar neutralizá-los. Coulthart atribui essas informações a fontes confidenciais; nenhuma evidência física que permita comprovar publicamente essas operações foi apresentada até agora.

Cientista de Harvard comenta alegação

O astrofísico de Harvard Avi Loeb também comentou o caso. Ao analisar as declarações de Coulthart, Loeb defendeu que, caso objetos ou fragmentos tenham realmente sido recuperados, o material deveria ser submetido a análises científicas rigorosas para determinar se possui origem natural, humana ou eventualmente algo ainda desconhecido.

O próprio debate entre pesquisadores americanos reforça uma distinção importante: UAP não significa automaticamente nave extraterrestre. O termo é utilizado para qualquer fenômeno observado que permaneça sem identificação após uma análise inicial. Pode envolver desde equipamentos humanos e drones até balões, fenômenos atmosféricos ou ocorrências cuja origem continua indeterminada.

Essa posição é semelhante à adotada pelo próprio Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Na página oficial criada para divulgar arquivos sobre UAPs, o governo afirma que os casos publicados permanecem classificados como “não resolvidos” porque não existem informações suficientes para estabelecer definitivamente o que foi observado.

Governo Trump está realmente liberando arquivos sobre OVNIs

Embora a suposta operação para capturar UAPs permaneça sem confirmação, outra parte da história é oficial: Trump determinou em fevereiro de 2026 que órgãos federais identificassem e divulgassem documentos relacionados a vida extraterrestre, UAPs e UFOs.

Para executar a determinação presidencial, o governo criou o Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE). O Departamento de Guerra informa que está trabalhando com outros órgãos federais para localizar, revisar, desclassificar e disponibilizar registros acumulados durante décadas.

Em 7 de agosto, poucos dias antes de a alegação sobre a suposta operação ganhar repercussão, o governo americano publicou a quinta remessa de arquivos sobre UAPs. As liberações anteriores ocorreram em maio, junho e julho de 2026.

O material divulgado oficialmente inclui documentos, fotografias, vídeos militares e relatos de testemunhas. Em um dos documentos liberados pelo próprio governo, agentes federais descrevem a observação de luzes e objetos anômalos durante dois dias no oeste dos Estados Unidos, em outubro de 2023. O documento registra que algumas ocorrências não puderam ser identificadas pelos agentes.

Declaração de Marco Rubio aumenta dúvidas sobre relato

Há ainda um elemento que recomenda cautela em relação às informações atribuídas às fontes de Coulthart.

Em entrevista divulgada em 12 de agosto, o secretário de Estado americano Marco Rubio afirmou que o tema UAP é legítimo e que existem objetos observados sobre instalações militares cuja identificação merece investigação. Ao mesmo tempo, Rubio disse acreditar que, se a atual administração possuísse informações extraordinárias sobre o assunto, Trump provavelmente tornaria isso público e mostraria imagens e vídeos aos americanos.

A Casa Branca também afirmou à Fox News que a determinação pública de Trump atualmente é voltada à identificação e liberação de arquivos governamentais sobre vida extraterrestre e fenômenos anômalos. A reportagem não apresentou confirmação de uma ordem presidencial para derrubar objetos.

O governo Trump também autorizou que antigos funcionários e prestadores de serviço com informações relevantes sobre UAPs possam conversar com investigadores oficiais mesmo quando contratos anteriores de confidencialidade representavam um obstáculo. A medida foi confirmada por integrantes da administração à imprensa americana.

O que se sabe até agora

Dessa forma, existem atualmente duas informações distintas circulando nos Estados Unidos.

A primeira é confirmada oficialmente: Trump determinou a abertura de arquivos sobre UAPs, o governo criou o PURSUE e centenas de documentos vêm sendo divulgados pelo Departamento de Guerra.

A segunda — muito mais extraordinária — continua sendo apenas uma alegação atribuída às fontes de Ross Coulthart: a de que Trump teria autorizado militares a localizar, interceptar e derrubar UAPs para tentar recuperar os objetos e descobrir sua origem. Até este momento, nenhuma ordem presidencial pública, comunicado do Pentágono ou documento oficial localizado confirma essa operação específica.

Caso os Estados Unidos confirmem oficialmente que estão tentando capturar esses objetos, a revelação representaria uma mudança importante no debate sobre UAPs: o governo deixaria de atuar apenas na documentação e investigação dos fenômenos e passaria a admitir publicamente operações destinadas à recuperação física de objetos desconhecidos.

Por enquanto, porém, a afirmação deve permanecer classificada como não confirmada, enquanto novas informações e documentos continuam sendo divulgados pelo governo americano.

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